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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rescue Me - Capitulo 11

Novo capitulo, peço desculpa pelo atraso mas o meu computador estragou-se e só tenho o portátil às vezes, estou a tentar arranjar o computador, mas demora tempo e não tenho tido tempo para escrever nada por causa disto tudo. Obrigada por todos os comentários e não tenham medo de comentar, gosto de saber as vossas opiniões.

Acordei no dia seguinte, completamente estoirada, adormeci muito tarde com medo de ter pesadelos, mas eles não apareceram, quando me senti insegura para adormecer olhei para a camisola nas minhas pernas e agarrei nela instintivamente, agarrei com o máximo de força que tinha com medo que fugisse, que me escapasse pelos dedos. Acho que me deu uma sensação de segurança, não me lembro de ter uma noite assim há algum tempo.

Abri os olhos e vi que tinha alguém ao meu lado, mal os meus olhos focaram vi quem era, e só podia ser ele.

“Dormiu bem?”

“Acho que sim. Mas não é um bocado cedo para visitas, David?”

“Não, já viu as horas?”

“Não, ainda só te vi a ti.” – olhei para o relógio e não era nada cedo.

“Me está parecendo que dormiu muito bem.”

“Adormeci tarde, não dormi assim tanto.”

“Hoje vai sair, está feliz?”

“Depende, não tenho vontade de ir ao psiquiatra. Mas já estou farta do hospital, detesto hospitais. Só venho aqui normalmente quando tenho alguém mal ou a morrer.”

“Não pense assim Catarina. Os hospitais são importantes, não é só pra isso.”

Eu sei. Só não sei se estou pronta para enfrentar toda a gente. É muito difícil e doloroso. Devia ter morrido, não tinha de lidar com tudo isto.” – olhei para os meus pulsos e comecei a chorar. Senti os braços dele à minha volta, abraçando-me, tentando acalmar-me.

“Não diga isso. Não merece morrer não. E você vai ter gente a ajudar a lidar com tudo. Eu vou ajudar.”

“Desculpem interromper, mas a sua família está aqui para a vir buscar, já tem alta. Mal comece a sentir comichão nos pulsos tem de voltar cá para retirarmos os pontos. Deve ser daqui a 1 semana, quero que cicatrize bem. Tente não fazer movimentos bruscos e carregar pesos para não abrir os pontos e deformar a cicatriz. Alem disso, não sei se reparou mas tem certos movimentos nos dedos e pulsos que não parecem estar muito bons, pois não? É normal, não cortou nenhum nervo mas mexeu neles e agora estão um pouco sensíveis, e falta de força e sensibilidade são normais, não se assuste se sentir isso. Quando estiver tudo bem cicatrizado deve voltar ao normal.” - disse o médico.

“Catarina, estas pronta?” – vi a minha mãe e irmã à porta do quarto.

Acenei com a cabeça que sim. Tinha uma camisola castanha de manga comprida e um casaco castanho por cima.

“Catarina, depois vai ter ao estádio. Tem de falar com o psiquiatra. Vou andando, não é bom sairmos juntos devem estar jornalistas lá fora, se eles souberem que estou aqui.”

“Ok.” – ele aproximou-se de mim, abraçou-me, deu-me um beijo na cara e saiu.

Pouco depois saí com a minha mãe e irmã, vi alguns jornalistas a sair também, eles não repararam em mim e ainda bem, mesmo que reparassem não me iam reconhecer, não sabiam que a rapariga era eu.

Todo o caminho até ao estádio, não falei, o silêncio reinava, apenas se ouvia a música do rádio a tocar, passavam-me milhares de coisas pela cabeça, mas uma coisa se destacava eram os meus pulsos, olhava para eles e via-os ligados imaginava as horríveis cicatrizes que estavam debaixo e como devia de ter morrido naquele dia.

O carro parou e vi que estava dentro do estádio, no estacionamento que já tinha visto tantas vezes na televisão, vi um Audi branco estacionado e o David encostado a ele, devia ser o carro dele, agora sabia que não podia fugir, não podia voltar atrás.