Fui para casa do David à noite e ele abriu me a porta todo bem vestido. Ri-me porque normalmente não o via assim, e ele riu-se e gozou comigo de estar de saltos, assim estava mais da altura dele. Ele deu-me a mão, abriu a porta e estava tudo escuro tirando uma mesa à luz das velas e ajudou-me a sentar, eu não conseguia parar de sorrir e ele muito menos.
Falamos um pouco sobre nada de especial e tentei descobrir o que ele tinha mais planeado, mas ele não disse. Todo o tempo sentia os olhos dele em mim e isso punha me nervosa. Jantamos, não sei bem o que era mas era muito bom e a sobremesa também era boa. Eu ainda estava a acabar de comer e ele pediu licença para se levantar e eu pensei que ele ia à casa de banho, mas ele foi à aparelhagem e pôs musica a tocar. Dirigiu-se a mim, esticou a mão e perguntou-me se eu queria dançar. Dançamos e não conseguia parar de olhar para ele e sorrir, até aquele momento estava tudo a ser perfeito, enquanto dançávamos ele beijou-me, coisa que ainda não tínhamos feito naquele dia.
Depois de me beijar agarrou me na mão e levou me ao quarto, ainda faltava a sobremesa, ele disse-me. Comecei a ficar nervosa porque raramente entrava no quarto dele, entrei e estava cheio de velas. Eu para ver se acalmava me perguntei o que era a sobremesa, aquilo tudo estava a por me cada vez mais nervosa. Ele respondeu-me que eram morangos e eu fiquei feliz porque eu adoro morangos, ele foi buscar a taça com os morangos que estava em cima da mesa e tinha outra taça na mão com o que parecia ser chocolate derretido.
"Guloso! Já não bastava morangos também tinha de ser com chocolate."
"Não sou o único a ser guloso aqui. Eu ouvi falar em chocolate e morangos no outro dia."
Ele dava-me os morangos à boca.
"Não me os dês assim! Eu tenho mãos para os comer! Ainda te mordo os dedos!" "Morde, não me interessa. Eu dou como quero."
Eu pus um dedo no chocolate sem ele ver e passei o na cara dele.
"Hey! Isso não valeu!"
"Vale sim!"
"Agora vai limpar!"
"Não vou não!"
"Eu digo é para fazer!"
"Não me interessa David, até ficas mais gostoso assim!"
"Vou me vingar vou."
Ele atirou-se a mim e começou a fazer me cócegas.
"Não paro se não limpar."
"Então podes continuar." - não me conseguia soltar dele, ele estava a prender me com as pernas.
"Ok, ganhaste."
"Ganhei o que?"
"Eu limpo, vou só buscar um papel."
"Nada de papéis, limpa com o que há."
"Então limpo com o quê?"
"Sê criativa..."- tentei limpar com os dedos mas só espalhava mais o chocolate.
"Que nervos! Metes me raiva, David! Como vou limpar isto?"
"Eu não ajudo mais."
Então só me lembrei de tirar com a boca, ou melhor com a língua, comecei a tirar o chocolate e um bocado estava mesmo perto do lábio dele, mal o toquei com a língua ele até respirou fundo, ele abriu os lábios dele sem que eu desse conta e senti a minha língua a tocar na dele, passei me um bocado, mas acalmei ao ver que ele não estava a pressionar mais nada e deixei me levar no beijo, comecei a sentir a erecção dele e comecei a ficar mais nervosa, ele sentiu e parou de me beijar.
"Não temos de fazer nada, não quero pressionar."
"Eu sei, mas eu quero, apenas estou nervosa, nunca o fiz."
"Tem a certeza?"
"Tenho toda a certeza."
"Eu prometo tratar de você."
Ele voltou a beijar-me e desta vez não o parei, ele quebrou o beijo e começou a despir-se, tirou a gravata e começou a despir a camisa, não conseguia tirar os meus olhos dele, sentia o meu coração a disparar, o meu corpo a tremer, a respiração a faltar, parecia que ia morrer. O corpo dele tornou-se mais perfeito devido à luz das velas que lhe dava um brilho especial. Não resisti em passar uma mão pelos abdominais dele e ouvi a respiração dele a acelerar, os lábios dele voltaram aos meus e senti o corpo dele no meu, fazendo-me tremer de nervosismo e ansiedade. Senti as mãos dele no meu corpo, a percorre-lo, a sentir cada curva, pouco depois ele parou no fim do meu vestido e retirou-o. As mãos do David voltaram ao meu corpo e senti os dedos dele por debaixo da minha camisola, no meu estômago, respirei fundo e os olhos dele prenderam-se no meus, percebi que ele estava à espera de uma confirmação para continuar e abanei a cabeça que sim e retirou-me a camisola.
Imediatamente senti o nervosismo a aumentar e os lábios dele voltaram aos meus, suavemente e calmamente, fazendo me acalmar, cada vez que ele me tocava era como se tudo tivesse estudado, como se soubesse onde me tocar para me fazer relaxar. Quando olhei bem para ele vi o cinto e o botão das calças desapertados e notava-se bem a erecção dele. Ele retirou-me os leggings e as meias e ia beijando-me o pescoço, não evitei respirei fundo do simples prazer que aqueles beijos me davam e entrelacei os meus dedos nos caracóis dele.
O David parou e olhou para mim, percebi o quanto estava exposta a ele e comecei a tremer, ele voltou a olhar-me nos olhos e o olhar dele estava diferente, mais intenso, via algo que não conseguia perceber o que era, olhar que brilhava com a luz das velas, ele apercebeu-se que eu não queria parar, mas que estava muito nervosa. Ele retirou as calças ficando de boxers e não pude deixar de olhar para o corpo dele, iluminado apenas com as velas do quarto, tornando-o ainda mais belo. Respirei fundo e evitei fechar os olhos, não queria esquecer aquela imagem, queria guardá-la para sempre na minha mente, ele dirigiu-se à cama, onde eu estava, cobriu-me com o corpo e beijou-me, cada beijo que ele me dava era diferente do anterior, mas sempre beijos calmos, apaixonantes e intensos.
Comecei a ficar mais nervosa outra vez, especialmente porque sentia ainda melhor a erecção dele e a tinha visto pelos boxers, eu ia mesmo fazê-lo e não conseguia deixar de pensar que ia doer, que não ia ser bom para mim nem para ele, que ele me ia ver nua, mas não podia deixar me afectar por aquilo tudo, eu queria fazê-lo, sabia que era o momento certo, não ia parar. Olhei nos olhos dele e respirei fundo senti o meu corpo a arrepiar-se, do frio do quarto com o calor do corpo dele no meu, o David notou que eu sentia frio e tapou-nos com os lençóis da cama, fazendo-me relaxar de estar coberta e de me sentir mais quente. As mãos dele retiraram-me as alças do sutiã, e os lábios dele tocaram-me desde o ombro até ao pescoço, senti a respiração a faltar-me e não conseguia dizer nada por muito que tentasse, sabia bem e não queria que acabasse.
Desapertei o sutiã e tirei-o, comecei a sentir cada vez mais calor, mas um calor diferente do normal, calor que vinha de dentro de mim, que se espalhava e intensificava cada vez que ele me tocava, senti os lábios dele nos meus e as minhas mãos percorreram-lhe as costas, parando nos caracóis dele, agarrando-os, enquanto que as mãos dele me percorriam o corpo lentamente, a sentir cada curva, cada parte de mim. Gemi, a minha voz tinha voltado, os lábios do David voltaram ao meu pescoço e gemi novamente, o corpo dele moveu-se contra o meu, senti a erecção dele no meu corpo e ouvi-o gemer baixo, contra o meu pescoço, juntei mais os nossos corpos, tornando o pouco espaço, inexistente, ouvi-o gemer baixo novamente, como se ele tivesse medo da minha reacção e continuava a mover o corpo dele com o meu, olhando-me nos olhos, como se procurasse algo.
Ele parou e senti-o a mexer-se, deixando de me cobrir com o corpo, pouco depois voltei a sentir o corpo dele no meu e não senti o tecido dos boxers, olhei nos olhos dele e pareciam mais escuros, mas brilhantes, tremi ao saber que ele estava completamente nu debaixo dos lençóis e que não iria faltar muito para que me acontecesse o mesmo. O meu coração disparou e senti as mãos dele na última peça de roupa que ainda separava os nossos corpos, os olhos dele continuavam nos meus, e ele parecia bem mais calmo que eu, hesitei e coloquei uma mão no peito dele como a pedir permissão para esperar, ele apenas acenou e senti o coração dele a bater tão depressa como o meu. O David estava tão nervoso quanto eu, mas não me o queria mostrar para que eu relaxasse, tentei relaxar o máximo e acenei ligeiramente, senti o pedaço de tecido a ser retirado lentamente, até que o deixei de sentir.
"David..." - disse quase num sussurro, olhando nos olhos dele.
"Eu sei, Catarina..." - ele sabia o que eu sentia, que eu tinha medo, tudo.
Aquelas palavras fizeram-me sentir um pouco segura, não tinha de recear nada. Ele tocou levemente com os lábios dele nos meus e abriu uma gaveta de onde retirou algo, vi que era um preservativo e o nervosismo voltou a aumentar, mesmo assim estava curiosa em sentir, em toca-lo e a minha mão direita percorreu-lhe o corpo, tocando novamente nos abdominais e descendo.
"Catarina..." - percebi pelo olhar dele que ele não queria que eu fizesse nada por obrigação.
Eu desci mais a mão e toquei-o levemente, ele respirou fundo quando envolvi a minha mão nele e a movi um pouco, ele mordeu o lábio, não parecia ser de dor, mas de prazer, senti-o a pulsar na minha mão e vi nervosismo no olhar dele. Ele colocou a mão dele na minha e eu parei, retirei a minha mão e ele abriu o preservativo, e levou-o para debaixo dos lençóis onde o colocou, posicionando-se com o meu corpo, a mão esquerda dele foi à minha cara, acariciando-a, os olhos dele prenderam-se nos meus e era indescritível o que via neles...
Ele beijou-me levemente e eu coloquei a minha mão direita na cara dele, durante o beijo, beijo calmo e apaixonante, colocando todo o sentimento nele, ele quebrou o beijo e os olhos dele voltaram aos meus.
"Catarina..." - a voz dele tremia, da intensidade do beijo, de tudo.
"David..." - respondi da mesma forma.
"Eu te amo." - e a mão esquerda dele entrelaçou-se na minha direita.
"Eu também te amo." - respondi, apertando a mão dele.
Senti ele a penetrar-me lentamente e a dor veio, ele apertou-me a mão, primeiro era suportável, mas ele aplicou mais força e pressão, senti algo em mim romper e a dor tornou-se insuportável, gemi de dor, apertei a mão dele com força e cravei as minhas unhas nas costas dele com a outra mão. A minha respiração estava incontrolável, o meu coração parecia que ia sair de mim com a intensificar dos batimentos, sentia-o dentro de mim, e ouvi-o gemer, um gemido de prazer que ele suprimiu ao morder o lábio, ele não queria demonstrar me que sentia prazer enquanto eu estava com dores. Ele parou de se mover e beijou-me a cara, as lágrimas que escorriam devido à dor que sentia. Os olhos do David mostravam preocupação, dor, doía-lhe ver-me assim, mas ele sabia que não podia fazer muito mais por mim do que já estava a fazer, mesmo assim estava a tentar ficar o mais quieto possível para não me magoar mais e beijava-me os lábios, o pescoço e todos os pedaços de pele que me davam prazer, numa esperança de me acalmar e de fazer com que a dor diminuísse e que o prazer fosse superior a ela. O meu corpo não relaxava por muito que tentasse, só sentia dor, fechei os olhos, mordi o lábio com força para não gemer de dor, nem sabia como ainda não estava a sangrar de o morder, senti uma mão na minha cara a tocá-la levemente, abri os olhos e vi os olhos dele. O meu corpo relaxou um pouco, o David encostou a testa dele na minha, sentia os caracóis dele, a respiração dele com a minha, a mão esquerda dele continuava na minha direita enquanto que a minha esquerda passou pelos cabelos dele, não sei quanto tempo ficamos naquela posição, senti a dor a diminuir e apertei a mão dele ligeiramente, ele percebeu e senti-o mover devagar, a dor continuava e ele a mover-se não ajudava, mas não o ia parar, sabia que de alguma forma ia sentir prazer, só não sabia quando e mesmo que não o sentisse, não o queria desapontar.
Ele continuava com os olhos dele nos meus, e sabia que provavelmente ele via dor nos meus, mas ele sabia que eu não o ia parar, ele continuou com toda a calma possível, como se eu partisse à mínima força, ele beijava-me beijos longos e apaixonantes, que me faziam esquecer a dor temporariamente, mas ela continuava, não tão forte como anteriormente, mas ainda a sentia, ainda me doía, só queria que parasse, sentia uma fina camada de suor no meu corpo e no dele também, não conseguia aguentar por muito mais tempo...
"David..." - disse, com dor.
"Calma...vai passar." - e ele beijou-me.
Senti ele a penetrar-me de forma diferente, parecia que ele tinha mudado ligeiramente o ângulo ou algo assim, mas ainda não sentia o mínimo prazer. Ele insistiu, senti dor, mas veio algo mais que fez a dor diminuir drasticamente, não evitei, apertei-lhe a mão e gemi, ele parou e acenei lhe que sim, ele sorriu e beijou-me novamente, prendendo o meu lábio inferior, fazendo-me gemer ainda mais daquela nova sensação. Ele continuou, mas o ritmo continuava lento, apaixonante, como se ele não quisesse que parasse e eu agora também não o queria. Ainda sentia uma ligeira dor, mas era ultrapassada pelo prazer que sentia, as nossas mãos continuavam juntas enquanto que a minha outra mão estava dividida entre o cabelo e as costas dele, as minhas pernas entrelaçaram-se com as dele, queria mais, o meu corpo desejava mais, mais proximidade, mais prazer...
Cada vez mais sentia mais prazer, e ele também, ouvia-o gemer, gemidos que se misturavam com os meus, o olhar dele parecia fogo, o suor a escorrer pelos nossos corpos, os beijos cada vez mais apaixonantes e intensos, as respirações cada vez mais ofegantes, os nossos corpos num ritmo único, sentia e ouvia o bater dos nossos corações como se fossem um só, vezes sem conta dissemos que nos amávamos e os nossos nomes, não queria acabar com aquele momento nunca, mas comecei a sentir como se tudo fosse demasiado, como se estivesse a chegar ao limite do prazer. Os olhos dele revelavam-me o mesmo, um prazer imenso, atingi o orgasmo, ouvi o nome dele a sair dos meus lábios, apertei a mão dele com força e cravei as minhas unhas nas costas dele, o meu corpo contraiu e tremeu incontrolavelmente. Ainda sentia ondas de prazer pelo meu corpo e ainda o David se movia e ouvia-o gemer, ouvi o meu nome, não sei se ele o gritou ou se o sussurrou, o corpo dele contraiu-se como o meu, a mão dele apertou a minha e senti-o pulsar dentro de mim, fazendo-me gemer novamente.
Quando ele recuperou, vi que ele estava tão esgotado quanto eu, senti ele a retirar-se de dentro de mim e foi um pouco doloroso, mas senti-me vazia depois, como se ele pertencesse dentro de mim. Senti-o mexer debaixo dos lençóis e ele deve ter retirado o preservativo, mas estava tão cansada que só me apetecia fechar os olhos e descansar um pouco. Os braços do David envolveram-me e juntaram os nossos corpos na cama, aninhei-me a ele e comecei a fechar os olhos.
“Eu amo-te, David.” – e olhei nos olhos dele com os meus mal abertos do cansaço.
“Eu te amo, Catarina. Amanha falamos, descansa.” – ele beijou-me mais uma vez e adormeci nos braços dele.