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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rescue Me - Capitulo 33


Obrigada por todos os comentários. Desculpem pela demora, mas tive de acabar de escrever um futuro capitulo desta fic, o chamado capitulo especial, vai ser longo e dividido em duas partes, espero poder postá-lo em breve. Vai ser um capitulo com tudo e mais alguma coisa, vai ser emocionante. Mas por enquanto leiam este, espero que gostem.


“Isso foi tão lindo. E bom saber isso. Você merece um beijo e um abraço por dizer isso de mim.” – ele deu-me um beijo na cara e abraçou-me com força.

“David…não consigo respirar…sai de cima de mim…és pesado…” – ele largou-me e saiu de cima de mim.

“Catarina boba.” – o David sorriu.

“Pois sou.” – eu deitei-lhe a língua de fora.

Depressa chegou a noite, o tempo passa rápido quando estamos com alguém de quem gostamos e quando esse alguém nos faz rir e passar um bom bocado. O jantar foi interessante, normalmente janto sozinha, porque a minha mãe estuda de noite, mas hoje tive companhia à mesa, o David era só a brincar a dizer que ia acender umas velas para ser um jantar à luz das velas e assim. Depois fui eu que quando o vi nas notícias comecei a dizer apontar a e a dizer que ele estava na televisão e a fazer uma grande barulheira.

Depois fomos para a sala, aproveitei e retirei o colchão do sofá e coloquei o no chão, depois só faltava ir buscar o outro colchão e lençóis para fazer a cama para ele. Ele atirou-se para cima do colchão e como eu previa, ele ficava com os pés de fora.

“Sai daí. Ainda nem fiz a cama, estás com os pés de fora e não me digas que já tens sono. Sou tão aborrecida assim?”

“Não. Só queria sentir se a cama era boa. Se não fosse ia dormir na sua.”

“Ahahahahah! Nem cabes lá, só se dormisses todo encolhido. E na minha cama? Ela ainda por cima range, ia ser bonito ia.”

Ele riu-se, saiu de cima do colchão e fiz o resto da cama. Eu não queria ajuda dele mas ele estava a armar-se em teimoso e ajudou-me.

“Já te podes deitar e dormir agora.” – ele deitou-se em cima da cama feita.

“Sozinho não…” – ele puxou-me e cai em cima dele.

“És doido. Não vou dormir aqui, tenho a minha cama.”

“Não quero que me deixe sozinho…tenho medo…” – ele fez beicinho.

“Não sejas tonto. Eu venho dar-te um beijo de boa noite, mas não conto nenhuma historia, não mereces.” – disse a rir.

Ele sorriu de volta e despenteou-me. Tentei fazer-lhe o mesmo mas não conseguia tocar nos cabelos dele, ele não me deixava, embrulhamo-nos numa espécie de luta. A porta abriu-se e a minha mãe viu-nos naquelas figuras e riu-se, eu toda despenteada, numa mistura de braços e pernas com o David, e os dois numa posição estranha, parecia de luta livre ou de ioga, com uns grandes sorrisos e respirações ofegantes. Fui para a cama pouco depois, mas antes fui ter com o David à sala, ele já estava deitado, em tronco nu, pronto para apagar a luz e dormir, dei-lhe o beijo de boa noite que prometi e desejei-lhe bons sonhos e fui-me deitar.

Pouco depois não conseguia adormecer, não sabia explicar porque, mas não tinha sono. Fui à cozinha beber um copo de agua e reparei que estava uma luz acesa na sala, abri um pouco a porta e vi a televisão acesa e o David acordado a ver o filme que estava a dar, abri um pouco mais a porta e esta fez barulho.

“Teve pesadelo?”

“Não. Apenas não consigo dormir e nem sei bem porquê.”

“Também não. Mas não é da cama.” – ele fez sinal para me sentar ao lado dele na cama improvisada.

“Pode ser que a ver televisão e a falarmos um com o outro fiquemos cansados o suficiente para dormir.”

“Sim.”

Eu acabei por me enfiar dentro dos lençóis da cama, por sentir um pouco de frio, eu e o David mal falamos, apenas vimos o filme romântico que dava na tv. Comecei a ficar cansada, mas já nem conseguia levantar-me, deixei-me ficar ali e adormeci.

Acordei de manha nos braços do David, completamente aninhada a ele. Tinha de o acordar para me levantar.

“David…” – chamei-o calmamente, até que ele abriu os olhos.

“Bom dia.” – ele disse, olhando-me ensonado.

“Podes largar-me? Queria levantar-me.”

Fui a cozinha e vi um papel da minha mãe. Disse me para ir ao pão e para trazer o que quisesse para o David e eu comermos.

“David, queres algo especial para o pequeno-almoço? Vou ao mini mercado aqui ao pé.”

“Não.” – ele respondeu.

Fui ao quarto, vesti algo, agarrei na carteira e nas chaves de casa e saí, entrei no mini mercado, dizendo um bom dia às pessoas e ouvi um burburinho, a comentar algo, pedi o pão e olhei para a mesa das revistas. Naquele instante percebi a razão do burburinho, na capa de uma delas estava eu e o David juntos e perguntavam se eu era a nova namorada dele. Não quis ver mais nada, paguei o pão e sai disparada dali, abri a porta a tremer, quase a chorar, o David já estava a pé e ele tinha o telemóvel na mão, pela cara dele vi que ele já sabia o que devia estar na revista. Ele abraçou-me e eu chorei, chorei porque agora que descobriram que eu sou amiga do David, vai começar o burburinho, ele já não me pode proteger tanto, as idas ao estádio e a falar com pessoas, vão quase de certeza descobrir o que eu não quero, o segredo que protejo.