quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Rescue Me - Capitulo 22


Peço desculpa a todas pela demora, mas o meu computador ainda nao anda bom, e só tenho o portatil à noite e tenho andado ocupada. Também tenho andado muito stressada, nervosa, ansiosa e não tem ajudado, mesmo assim, vou postar um capitulo. Espero acalmar e escrever e postar em breve.

Quando o filme acabou reparei que estava com a minha cabeça encostada ao ombro do David. E não estar deitada no sofá é um milagre, começo sempre a ver um filme numa posição e acabo noutra completamente diferente, não paro quieta.

“Tá cansada? Quer dar uma descansada no quarto?” – eu tirei a cabeça do ombro dele e olhei para ele.

“Não, estou bem, eu é que nunca fico quieta a ver um filme ou algo assim, tens sorte em não ter ficado numa posição mais estranha ou de estar a ver o resto do filme no chão.”

“Você é mesmo boba.”

“Tu não ficas atrás.” – e deitei-lhe a língua de fora.

“E eu?”

“Tu és um melga. Vai ser esse o teu nome agora, melga. Não é Ruben, é melga.”

“És tão má para mim porquê, eu sou boa pessoa para ti e gosto de ti.”

“Gosto de ter alguém com quem implicar, se caíres nas minhas boas graças deixo de implicar.”

“Eu vou fazer o máximo para te agradar.”

“Acho que o manz até vai ser seu escravo pra você ser boa pra ele.”

“Não é preciso tanto, mas depois logo vejo. Vou buscar algo para beber, as pipocas deram-me sede. Querem algo?”

“Um suco.”

“Eu vou com a Catarina, ela não consegue trazer 3 copos sozinha.” – disse o Ruben.

Fui em direcção a cozinha e o Ruben seguiu-me, cheguei ao frigorífico abri-o e tirei o sumo para o David, e estava a pensar no que beber.

“Melga, queres beber o quê?”

Virei-me e o Ruben estava demasiado perto de mim, queria afastar-me mas estava encostada ao balcão da cozinha e de um lado tinha a porta do frigorífico aberta não conseguia passar por ali e pelo outro lado era a única hipótese, mas perdi-a quando o Ruben, ou melhor, o melga esticou o braço e colocou a mão em cima do balcão encurralando-me. Pensei logo que ele me queria assustar ou algo assim, queria que eu cedesse para não lhe chamar melga e para o tratar bem, mas depois lembrei-me do momento do filme, na parte das pipocas e senti a tremer por dentro.

“Não quero beber nada. Só queria ter uma conversa contigo.”

“Conversar sobre o quê?”

“Tu sabes bem, tu sentiste, tu sabes que fui eu. Deves pensar porque é que fiz isso e porque sou tão melga. A verdade é que mexes comigo de forma estranha, não sei explicar. E tenho de saber o que isto é.”

“Ruben…” – ele colocou o dedo dele indicador nos meus lábios, mandando me ficar calada.

Perdi a reacção e não sabia o que fazer, sentia o coração a acelerar, o corpo a tremer, os olhos dele estavam brilhantes mas mais escuros, senti a respiração dele na minha cara, depois nos meus lábios, não conseguia faze-lo, tudo me gritava que era errado, o Ruben era apenas um amigo para mim. Desviei a cara para o lado, mas continuei sem ter saída, as duas mãos dele estavam a segurar no balcão da cozinha prendendo-me entre o balcão e o corpo dele, esperei que aquilo fosse suficiente para o fazer recuar, mas ele continuou, sentia a respiração dele no meu pescoço e pouco depois algo tocou o meu pescoço, algo suave e um pouco molhado, expirei fundo, estava praticamente sem fôlego de suster a respiração com a antecipação do que ele ia fazer. Parecia uma eternidade quando os lábios dele deixaram o meu pescoço, olhei nos olhos dele e ele nos meus, fiquei ali quieta, sem reacção com aquilo tudo, numa espécie de transe.

“Estão demorando muito porquê?”

O David entrou na cozinha e viu-nos naquela posição, senti-me mal, nem queria pensar no que ele estava a imaginar.

O que se tá passando?” – ele parecia um pouco chateado, mas acima de tudo confuso e surpreendido

“Nada, estava a tentar fazer chantagem com a Catarina, mas sem sucesso.”

“Desculpa David, o melga não me largava.”

“Acredito. O meu suco?”

“Aqui, toma. Eu vou beber o mesmo.”

“Obrigado Catarina.” – e ele deu me um beijo na cara e sorriu.

“A pagar com beijos? A forma de pagamento mais forreta de todas.”

“Não é forreta não, só há beijos pra quem merece, garota.”

“Doido.”

Voltamos para a sala e o ambiente estava tenso, sentia os olhos do Ruben em mim enquanto eu me ria com as parvoíces do David, sabia que o David estava incomodado com algo, via nos olhos dele, e ele não parava de bater com o pé no chão. Devia ser com a tensão toda, mas não podia fazer nada, tinha me metido num grande sarilho, o Ruben confundiu-me, nunca tinha sentido nada por ele e com isto tudo espero não danificar a nossa amizade, não sei como agir com ele porque não quero dar-lhe falsas esperanças, não estou pronta para confiar assim tanto, não estou pronta para amar, para o amar a ele ou seja quem seja.

5 comentários:

Anónimo disse...

Lindo, maravilhoso....

Quero mais, tou mesmo muito curiosaa....

Continua, e se poderes posta mais hoje, por favor...

Castro disse...

Esta fic está cada vez melhor :D
PARABENS!!

Janee disse...

wow quero mais! isto vai dar molho|

Bianca. disse...

É verdade sim senhora, a tua Fic está cada vez melhor!!
Adorei estes dois novos capítulos, estão fantásticos, as tuas descrições perante cada momento e situação são magníficas!! *.*
As melhoras e continua com o excelente trabalho! ^^
Beijo!
:DD

ElsaNeves disse...

Eiih Catarina grande momento, até a mim a ler me deixou dividida......
E agora como isto vai desenvolver???
Estou ansiosa.
Beijinhos

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