segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Rescue Me - Capitulo 25


Acordei com uma dor de cabeça enorme, sentia-me muito cansada, mal conseguia manter bem os olhos abertos. Não queria levantar-me da cama, mas tinha vontade de ir a casa de banho e tive de me levantar, fi-lo devagar, estava meio zonza, com a cabeça a latejar, respirei fundo e andei devagar. Quando saí da casa de banho sentia-me ainda muito zonza e mal disposta, não ia conseguir comer nada até que a dor de cabeça diminuísse, voltei para o quarto e vi-o à porta do quarto.

“Bom dia, Catarina. Como se sente?”

“Bom dia. Mal. Dói-me a cabeça e estou muito cansada, vou-me deitar para ver se melhoro.”

“Coma algo primeiro. Eu vou pegar algo para a sua dor de cabeça.”

“Não consigo comer agora, estou mal disposta.”

Fui-me deitar, pouco depois senti alguém a sentar-se na cama, era ele com um copo de agua e um comprimido, tomei-o, e tentei dormir ou descansar, para ver se as dores de cabeça passavam, já estava um bocado habituada a ter dias assim, mas não estava a gostar de estar a chatear o David. Ele continuava sentado a meu lado na cama e sabia que ele não ia sair de perto de mim até que eu me sentisse melhor ou algo assim.

“David, eu fico bem, não precisas de ficar aqui comigo, deves ter coisas para fazer.”

Senti ele a levantar-se e a sair do quarto. Não dormi, apenas fiquei na escuridão, tinha medo de adormecer, de voltar a ter um pesadelo, não percebia como na primeira noite não tinha tido qualquer pesadelo e ontem voltaram, mas isto não tinha grande explicação possível.

Pouco depois sentia-me melhor, a dor de cabeça diminuiu, já não me sentia tão zonza ou mal disposta, vesti uns skinny jeans e uma camisola verde de manga comprida e dirigi-me à sala.

“Melhor? Agora tem de comer algo.”

“Sim. Não tenho muita fome, mas é melhor comer.”

Depois de comer o David sugeriu que víssemos um filme, algo para relaxar, para me fazer sentir mais à vontade, eu estava a sentir-me muito insegura ao longo dos minutos, sabia que a noite estava a aproximar-se e não queria outro pesadelo. Ele apercebeu-se da minha insegurança ao longo do filme, deu-me a mão e ia apertando-a de vez em quando assegurando-me que estava ali, que eu estava segura.

A noite veio e parte da insegurança foi substituída por ansiedade e nervosismo. A minha equipa ia jogar e tinha de ganhar, mas sermos campeões já era apenas uma ilusão, as hipóteses do clube tinham sido destruídas há um tempo.

“Tenho mesmo de ver lagartos?”

“Tens.”

“A casa é minha, sabia?”

“Até podia ser do Papa. O comando é meu, logo eu decido o que se vê.”

“E se eu o pegar? Deixa de ser seu. Para ver lagartos ponha no canal dos documentários.”

“Engraçadinho. Não vais tirar-me o comando, nem te atrevas. Se não queres ver tapas os olhos, ou vai fazer outra coisa.”

Ele não respondeu, resignou-se, eu não largava o comando por nada, tinha medo que ele estivesse a preparar algo e eu ficasse sem ele, mas para ver a minha equipa eu faço de tudo até lutar contra um brasileiro com quase mais 20 cm que eu, com o dobro da minha força e quase com o dobro do meu peso.

O jogo começou e o David não me parecia muito satisfeito por ter de estar ver aquilo.

“Não amues. É só 90 minutos mais as compensações. Se tens os olhos a arder fecha-os.” –disse, sem tirar os olhos da televisão.

“Não tão ardendo não. E não tou amuando, desejo que os lagartos não ganhem.”

“Está bem. Agora calou, quero ver o jogo sem barulhos.”

“A mim não me tá mandando calar, a casa é minha, se não posso ver tv posso fazer tudo o resto. Não manda em mim.” – não respondi.

“Vai! Vai! Porra! No poste? Vou matar-te Liedson!” – gritei para a tv.

“Mata ele, assim depois não tenho de andar correndo atrás dele.”

“Cala-te! Não te pedi opinião!”

“Ei! Tá brava! Virou bicho?”

“Ainda não, mas se continuas viro mesmo.”

Ele calou-se e eu continuei a ver o jogo, estava super nervosa, não parava de bater com o pé, num lance mais perigoso instintivamente agarrei-me a algo e apertei com força, quando acalmei e vi o que era, estava a agarrar o braço do David com força, até estava a ficar marcado.

“Desculpa. Enervo-me demasiado.”

“Pois. Não faz mal. Você é doida, não conheço ninguém assim.”

“GOLO! É GOLO!” – saltei do sofá e gritei a alto e a bom som enquanto ele ria das minhas reacções.

4 comentários:

Camila disse...

Quem estava a virar bicho era o David!
Bahh lagartos coche eh eh eh!
Adorei continua, e espero que estejas melhor!
BJS

Beatriz disse...

Adorei :), nao há palavras nao consigo descrever porque tu escreves muito bem!
Continua :)

Catarina disse...

Adorei :D

Continua... está muito fixe... a história é brutal!

Beijinhos

Ana disse...

Lindo...

Quero mais... tou muito curiosa...

Se poderes posta mais hoje... por favor...continua...

Enviar um comentário