sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Rescue Me - Capitulo 36



Voltei para dentro do edifício, fui dentro do laboratório, comecei a arrumar tudo para sair, as lágrimas molhavam-me a cara, a dor tinha voltado. Se isto estava a acontecer só por isto, se a verdade for descoberta vai ser bem pior, não sei se vou aguentar.

Vi o meu professor parado à porta do laboratório, ele não me ia deixar sair.

“Catarina…”

“Não consigo…só sei falhar. Nem uma promessa consigo cumprir.” – as lágrimas não paravam.

“Não tem a culpa de nada. Eu vou falar com o aluno para evitar que isto volte a acontecer. Fique.”

“Não consigo estar na mesma sala que ele. Dói muito. Só quero ficar sozinha ou com o David.”

“Eu vou ver o que fazer. Não a posso deixar ir assim para casa, não está bem e ainda pode fazer algo mau. Não pode ligar ao David para a vir buscar?”

“Não, ele está no treino, não deve ter o telemóvel com ele, ele vem no fim da aula buscar-me, tenho terapia hoje.”

“Fica aqui no gabinete à espera. Eu venho ver se você está aqui e se está bem durante a aula, depois peço a alguém que lhe dê os apontamentos da experiencia. Beba água e tente ficar calma.”

“Obrigada.”

Ele saiu do gabinete mesmo ao lado dos laboratórios e fiquei ali, resolvi ouvir musica, para tentar acalmar-me, para ver se as lágrimas paravam, se a dor diminuía, mas não parava de pensar no que ia acontecer, quando a verdade fosse descoberta. Como eu ia continuar a viver quando toda a gente soubesse, os olhares, os comentários, as historias, tudo.

O tempo ia passando, já não tinha lágrimas, mas a dor continuava, o meu professor veio ver como eu estava e depois voltava, eu as vezes saia do gabinete e via se o carro dele aparecia, mas nada. Não lhe liguei, tinha medo que ele se passasse e pudesse ter um acidente pelo caminho, apenas esperei.

Pouco depois vi o carro dele, ele nem se preocupou em esconder-se muito, já se sabia a verdade. Ouvi barulho vindo da sala, devia estar a aula a acabar, sai do edifício e já sentia de novo as lágrimas, o David reparou, saiu do carro e não hesitou em vir na minha direcção, senti os braços dele à minha volta e deixei as lágrimas cair.

“David…desculpa.” – disse agarrando-me a ele com força.

“Não faz mal. Vai tudo ficar bem, tou aqui.”

“Já estás a chorar outra vez? Dói ouvir as verdades, não é?” – sai dos braços dele e olhei para o Paulo.

“Cala a boca. A Catarina tava falando verdade.” – ele olhou bem e ficou em choque ao ver o David.

Alguns colegas meus que saíram deparam-se com aquela cena, o David ao meu lado, com um braço à minha volta, eu com lágrimas nos olhos.

“O que a revista diz não é verdade. Só sou amigo dela e tenho ajudado ela, a Catarina não sabia da revista, nem eu. Se volta a magoar ela, você vai ver como eu sou.”

Ele não respondeu, apenas seguiu caminho. Os outros rapazes nem se aproximaram do David, ele estava com uma cara de mau, parecia que era capaz de matar alguém com aquela cara. Fomos para o carro, ele continuava com o braço à minha volta, sentia-me emocionalmente cansada, lembro-me de entrar no carro, por o cinto, ouvir o barulho do motor, o carro a arrancar, o rádio a tocar uma calma melodia e adormeci.

Acordei, e senti que já não estava no carro, mas numa cama. Pensei logo na terapia, abri os olhos e reconheci onde estava, na minha cama, tapada com os lençóis, vi o David sentado ao meu lado, na cama da minha irmã.

“A terapia…”

“Fica pra depois. Falei com o doutor e ele me disse pra trazer você pra casa. Que precisava de descansar e terapia não ia fazer melhor hoje.”

“Obrigada por me teres trazido.” – disse abrindo a boca.

“De nada. Não vou poder tar aqui muito mais, treino daqui a nada. Você fica bem quando eu for?”

“Sim, acho que sim. Ainda sinto-me cansada, acho que vou dormir mais.”

“Primeiro vai comer algo e tomar os comprimidos Catarina.”

“Ok. Obrigada David, por tudo. Se não fosses tu não sei como aguentava.” – voltei a chorar.

“De nada. Mas o faço porque você merece Catarina, merece tudo e muito mais.” – ele limpou-me as lágrimas da cara.

Abracei-o, sabia que com ele por perto talvez as coisas melhorassem, talvez se tornasse mais fácil de suportar isto tudo. Mas só o tempo o dirá, só sei que enquanto o tiver na minha vida, uma parte de mim vai sempre lutar para não desistir de viver, tudo por ele.

3 comentários:

Anónimo disse...

tá muito lindo...

quero mais...

posta mais em breve...

tou muito curiosa para ver como vai ser o proximo capitulo...

continua... a tua fic tá a ficar cada vez melhor...

Elsa disse...

Hey... já vi que postas-te! lol

Este é um dos que deu para recuperares!! :P

Espero agora que escrevas rápido!! Quero mais...

Quero esse drama... mas quero mais o que irá acontecer depois....

Bjs

Janee disse...

tão fofinhooo :3


adorei catarina :)

beijinho, quero mais

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