Porque é que pensei naquilo? Eu não estou bem da cabeça…isto deve ter sido de eu não ter namorado há muito e de precisar de me sentir amada. O David é só meu amigo, nada mais. Olhei para ele e nunca tinha visto algo tão simples, mas tão belo, tão hipnotizante como ele a dormir calmamente. Belo? Não estou nada bem…
“David…acorda.”
Mas ele não se mexeu. Toquei lhe no braço e senti uma espécie de electricidade, ignorei e abanei-o ligeiramente.
“David, vá lá, acorda.”
“Só mais um bocadinho…”
“Acorda.”
Ele continuava a ignorar-me. Com isto tudo, ele mexeu-se e puxou-me para perto dele com o braço, estava literalmente colada a ele, senti o meu coração a acelerar e estava a ficar muito nervosa. Senti necessidade de o acordar rapidamente, não sei se ia aguentar a proximidade a ele, os meus olhos fixaram-se nos lábios dele e instintivamente lambi os meus, sentia uma grande vontade de o beijar e de me bater por isso, eu não gostava do David, não daquela forma, não podia.
“David, acorda! Por favor.” – ele abriu os olhos.
“Bom dia.” - e sorriu-me ainda bem ensonado.
“Bom dia dorminhoco. Podias largar-me?” – aquele sorriso estava a fazer me sentir estranha.
“Ok. Você dormiu bem?” – e ele retirou o braço de mim.
“Sim. E tu também parece-me que sim.” – levantei-me da cama.
Ele levantou-se da cama, o cabelo dele meio despenteado, mas mesmo assim estava lindo, os músculos dos braços dele a contrair enquanto ele se espreguiçava, fez-me respirar fundo, novamente queria bater-me por estar a reparar naquelas coisas.
“Vou tomar banho.” – um banho ia ajudar-me a limpar a cabeça deste tipo de coisas.
A verdade é que o banho não sei se ajudou, mas ia tentar não pensar no que tinha acontecido, se não pensasse isto ia passar. Vesti uns skinny jeans e uma camisola verde de manga comprida, não pus quaisquer pulseiras ou acessórios porque não ia sair de casa.
Fui tomar o pequeno-almoço e os comprimidos, o David olhava-me atentamente, pondo-me nervosa. Olhei para ele e os olhos dele olharam os meus, o meu coração parecia ter parado, mas deve ter sido só de ter sido apanhada de surpresa a olhar para ele.
Fui para a sala e o David agarrou no comando da playstation, vi logo que estava a ser desafiada para um jogo, e aceitei sem hesitar.
“Quem perder pode sofrer uma consequência ou pedir algo.”
“Ok. Entao é você que vai perder.”
“Nos teus sonhos David.”
O jogo começou e debati-me bem, o David tentava-me distrair por tudo e por nada para que eu perdesse a concentração mas eu não cedi, mesmo assim perdi.
“Diz lá o que queres.” – disse chateada.
Ele sorriu-me com ar maroto e “atacou-me” fazendo-me cócegas. Imediatamente fiquei deitada no sofá, sem forças para me levantar.
“Pára! David!” – comecei a rir muito e a espernear para me soltar.
“Assim não paro não!” – ele continuou, não me deixando soltar
“Carneirinho! Pára!” – ele parou e ficou a olhar para mim com um grande sorriso.
Eu voltei a sentir me estranha e empurrei-o para ele sair de cima de mim. Sentei-me o mais longe dele do sofá, ainda me sentia estranha e quanto mais próxima estava mais nervosa ficava. Novo jogo, desforra! Nova derrota.
“Quero um abraço. Não tenho um abraço seu há muito Catarina.”
“Pensava que me ias atacar com cócegas outra vez. Um abraço é bem melhor.”
Nem pensei o que um abraço implicava, neste caso, contacto físico e como me estava a sentir não era a melhor coisa, mas não podia voltar atrás. Senti os braços dele à minha volta, os meus foram à volta dele, foi natural. Senti o corpo dele próximo do meu, ouvia o coração dele bater, sentia o cheiro dele, e estava a sentir arrepios, e uma sensação estranha na barriga, queria larga-lo, mas parte de mim desejava ficar ali para sempre.
Ele largou-me e voltou a sorrir-me, eu sorri de volta. O resto do tempo tentei manter a distancia dele, mas havia sempre algo que me aproximava, que me fazia toca-lo, ou algo que o fazia sorrir, tentei não dar nas vistas de me afastar para ele não desconfiar e até agora estava a conseguir.
A noite veio e comecei a sentir-me nervosa de ir dormir com ele, não queria mas ele não me deixava dormir sozinha ainda, ele tinha medo que acontecesse algo como na outra noite. Mas tentei ignorar e tentei agir o mais calmamente possível, senti que ele estava a desconfiar de algo quando entrei no quarto dele já pronta para dormir, deitei-me na cama primeiro, e ele de seguida.
“Boa noite.” – dissemos um ao outro e ele apagou a luz.
“Catarina?”
“Diz.”
“Porque você tem tado estranha comigo? Se ta passando algo?” – ele acendeu a luz e olhou para mim.
“Estranha? Não.” - sentei-me na cama e ele fez o mesmo.
“Sim. Ta fugindo de mim, não me quer olhar e fica pior quando tou tocando em você.”
“Não é nada.”
“É pois, me diga. Não faz mal.”
“Eu hoje estava a olhar para ti de manha e um pensamento veio-me à cabeça. Não sei porque comecei a ver-te de maneira diferente e desejei beijar-te. E não sei porquê, e agora não paro de pensar nisso e tenho sentido coisas estranhas quando me tocas, sorris ou olhas para mim.”
“É isso? Tava pensando que fosse pesadelo. Não há mal. Isso quer dizer que você sente algo por mim. Se quiser pode realizar o seu desejo, eu sinto algo por você, mas nunca falei por você não tar bem Catarina, e tinha medo da sua reacção. Não sei bem o que sinto, mas acho que estou me apaixonando por você.”
“A serio? Eu acho que também estou a apaixonar-me, mas não sei e tenho medo porque eu já não sei bem o que é sentir isto.”
Ele aproximou-se de mim, colocou uma mão na minha cara e olhou-me nos olhos. Respirei fundo, senti o meu coração a bater descompassadamente e nem tive tempo para pensar, senti os lábios dele nos meus e foi como se explodisse, os lábios dele eram muito mais do que eu tinha imaginado, a textura, um sabor único, sabiam a ele e era viciante, não queria parar. Deixei-me levar pelo desejo que sentia e as minhas mãos foram debaixo da camisola do David, toquei nos abdominais dele e ouvi-o gemer. Senti ele a tornar-se mais ousado e senti a língua dele a tocar na minha, as mãos dele foram debaixo da camisola do meu pijama e percorreram-me as costas, fazendo-me gemer. Ele parou, e tirou a camisola que tinha vestida, vi o corpo dele, perfeito e senti ainda mais o meu coração disparar. Ele deitou-me na cama e o corpo dele cobriu o meu e os lábios dele voltaram aos meus, apenas deixei-me levar.
8 comentários:
LINDO!!!! LINDO!!!
Catarina, adoro a tua fic!
Continua a postar...
Beijinho e FELIZ NATAL!!! :D
Joaninhaa
Olha o tão esperado capítulo :P
A ver vamos como vai ser o próximo!! Esse promete...
Estou curiosa para ver o capítulo, mas também para ver as reacções de quem lê!!!
Continua
Beijinhos e Bom Natal
Está muito fixe, continua a postar eu estou a adorar a tua fic!
Bom Natal
ui que aqueceu! QUERO MAIS! MAS RÁPIDO SFF *-*
por favor!
maravilhoso...
continua Catarina, tá cada vez melhor a tua fan fic...
quero mais...
Feliz Natal...
adoro *-*
Finalmente aconteceu ...
renderam-se ao que sentem um pelo outro.
Vamos ver o que acontece apartir de agora.
Continua
Bjs grandes
Mila
continuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Estou gostar de seguir esta historia, está cada vez melhor
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