domingo, 5 de setembro de 2010

Rescue Me - Capitulo 10

Como prometido um novo capitulo. Obrigada por todos os comentários, são os vossos comentários que me fazem escrever mais.

Depois de um momento de silencio em que pensei em tudo e em nada, um momento em que passei mais tempo a olhar para o David do que qualquer outra coisa no quarto, tentei descobrir mais sobre ele observando-o, vendo a linguagem corporal dele e o que os olhos dele me mostravam. Senti que ele fazia o mesmo a mim e não gostava, fazia-me arrepiar, sentia-me vulnerável, como se estivesse nua, apesar de estar bem coberta.

Ele quebrou o silêncio e falamos um pouco de tudo, ele começou e falou da família dele e um pouco do que ele gostava e não gostava. A conversa fluiu de uma maneira que acabei por lhe contar coisas sobre mim que ele não sabia. Falei-lhe da minha família, e ele soube que a minha irmã era minha gémea, soube que eu estudava, que amava desporto no geral, apesar de amar mais futebol e ténis.

Durante aquele tempo não me lembrei o motivo por estar no hospital, nem sequer me lembrava que estava num, estava a ter uma conversa com uma pessoa, nada menos que o David Luiz, jogador do Benfica, se as pessoas do núcleo da minha cidade soubessem dava-lhe um ataque e devia ser proibida de entrar lá, até se eles descobrirem que fui a Luz, acho que vai ser mau demais.

Contei ao David o que estava a pensar e ele riu-se. Não evitei e sorri também, o riso dele era contagioso.

“Você está sorrindo outra vez. Eu estou gostando de a ver assim.”

“Não te habitues, David. E só sorri porque o teu riso é contagioso, não consegui evitar.”

“Então você vai me ver rindo e sorrindo mais vezes.” – e ele sorriu outra vez.

“Olha que posso ficar imune ao teu riso e sorriso.”

“Não vai não.” – e ele passou uma mão pelos caracóis dele.

“Não me desafies, não és assim tão irresistível.” – ele ia dizer algo mas foi interrompido.

“Menina, desculpe interromper, mas a sua visita tem de sair.”

“Vou indo. Sabe me dizer a que horas ela sai do hospital?”

“Deve ser à tarde, o médico ainda vai ter de a avaliar para determinar se ela esta pronta para ter alta.”

“Obrigado. Fica bem? Se estiver precisando de algo me liga. Até pode ligar para falar só.”

“Eu fico, vai. Obrigada David. Adeus.”

“Adeus Catarina.” – ele aproximou-se de mim e deu-me um beijo na cara.

Ele saiu e voltei a ficar sozinha outra vez. Tentei entreter me, mas num hospital e complicado, as enfermeiras não tinham tempo para falar comigo, e eu não queria falar com ninguém da minha família, resolvi ligar para uma grande amiga minha, a Andreia, ela já me tinha mandado montes de sms e eu não conseguia responder devido as dores que tinha e ao cansaço que sentia. Falamos um pouco e ela estava em estado de choque com o que aconteceu, depressa ela associou as coisas e apercebeu-se que era eu a rapariga das notícias, e depois um grito, e se eu era essa rapariga então eu devia conhecer o David Luiz. Disse-lhe que sim, e disse para ela parar de gritar, porque estava em alta voz. Tive de parar a conversa com ela, tinha uma chamada em espera.

“David? Porque estás a ligar?”

“Estou ligando para lhe dizer que já falei com o meu psiquiatra, amanha, depois de sair daí se pode ir lá comigo para você e ele combinarem as sessões.”

“Acho que sim, mas não vai valer de muito, acho que ele não me vai ajudar, não vou conseguir falar com ele. Vai ser um desperdício de tempo, e nem sei se tenho dinheiro para isso, nem transporte.”

“Não vai ser não, Catarina, vai às sessões sim e vai falar, eu estou mandando, se não falar eu vou fazer com que fale. E eu estou oferecendo para a levar e para o pagamento.”

“És determinado, mas só estou a avisar, nem te devias preocupar comigo assim. Eu só vou ser uma distracção para ti, já te disse.”

“Se fosse mesmo uma, você saberia. E me preocupo porque não quero a ver mal de novo, e porque os amigos se preocupam e ajudam os amigos. E eu estou ajudando você.”

“Amigos? Eu sou tua amiga?”

“Claro, Catarina. Você sabe muita coisa minha, e eu sua e eu gosto de você e acho que você gosta de mim, logo somos amigos. ”

“Acho que sim. Não tinha visto as coisas desse ponto de vista.”

“Ainda bem, fica as coisas assim, né? Amanha volto. Adeus amiga, beijo.”

“Adeus David.” – fiquei surpreendida por ele me considerar amiga dele, eu não era nada, ninguém em especial, mas se ele gosta de mim para sermos amigos por algo será, só espero que não seja por pena que ele esteja a fazer isto tudo.

3 comentários:

Anónimo disse...

Muito lindo! Adorei

Anónimo disse...

Quero mais!

Ana disse...

Entao? Quero mais tou viciada :D

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