Depois daquela conversa, não se ouviu mais nada a não ser silencio o resto da viagem. Quando chegamos, pensei onde é que iria “esconder” o Audi branco dele naquele bairro. Quando alguém aparece com um carro diferente ou novo dá direito a especulações, teorias e boatos, e a ultima coisa que eu queria era que descobrissem que tinha o David Luiz na minha casa, iam logo achar que eu namorava com ele ou algo assim. Tive a brilhante ideia de pedir a minha madrinha para por o carro dele na garagem dela por uma noite e ela disse que não se importava de pôr o dela na rua. Depois disso foi leva-lo para dentro do meu prédio sem ser visto e tentar não apanhar ninguém nas escadas. A primeira foi fácil, a segunda, comecei a trocar-me toda a abrir a porta de casa porque ouvi alguém a fechar uma porta e a descer as escadas, abri a porta e praticamente que empurrei o David lá para dentro.
“Olá lagarta, como estás?”
“Bem…”- era o meu vizinho do último andar, um grande benfiquista, o “tio” da minha irmã porque levava-a aos jogos do Benfica e passava-se por tio dela.
“Não me convences, é por o Benfica estar quase a ser campeão e os lagartos tarem em 4º, não é?”
“Catarina, onde deixo o saco?” – ouvi o David dizer.
“Tens visitas? Ouvi uma voz, o teu namorado? Vou dizer à tua mãe que tens um rapaz em casa.”
“Ela sabe. E ele não é o meu namorado.”
“Não sou não, eu e a Catarina somos apenas amigos.” – respondeu o David.
Vi-o a olhar para mim perto da porta de casa e tinha medo que o meu vizinho o visse e se passasse, fiz sinal para ele entrar na cozinha e pus o dedo nos meus lábios, fazendo sinal para ele ficar calado.
“Deves pensar que acredito, até estás a escondê-lo. E um brasileiro? Conhecê-lo de onde? Da escola?”
“Não te vou dizer. Acredita no que quiseres, lampião.”
“Ele é de que clube?”
“Benfica.” – respondeu o David.
“Eu mandei-te ficar caladinho!” – respondi-lhe.
“É bem-feita! A lagarta a namorar com um benfiquista. Parece que foi de propósito.”
“Ele não é o meu namorado!” – respondi chateada.
“Sim, pois…Vou ter de ir, mas quero um dia conhecer esse benfiquista, até pode ser que combinemos para ir aos jogos juntos.” –se ele soubesse quem era o benfiquista…morria.
“Adeus…” – fechei a porta e olhei para o David muito chateada.
“Eu não fiz nada, não me olhe assim não.” – entrei na sala e ele atrás.
“Fizeste pois. Mandei-te estar quieto e calado e tu nada! Querias ser apanhado era? Ainda por cima por este meu vizinho, o pior benfiquista do prédio. Não queres manter isto discreto?”
“Sim, mas ele não ia contar a ninguém, acredito nisso. Você sabe que não quero jornalistas de volta de você, não lhe ia ficar fazendo bem. Mas foi engraçado.”
“Engraçado? És mesmo safado!” – agarrei numa almofada do sofá da sala e dei-lhe com ela.
“Não gosto de violência. Pára!”- ele disse a gozar.
Eu voltei a dar-lhe com a almofada, mas ele agarrou-me e tirou-me a almofada, acertando-me com ela na cara. Esta acertou-me com uma parte no olho direito e magoou-me, não evitei em soltar um ai e sentia o olho a arder um pouco.
“Você tá bem? Desculpe.” – olhei para ele só com um olho aberto, o outro ardia.
“Não fizeste por mal, a ponta da almofada é que entrou no olho.” – disse e senti uma lágrima a escorrer, aliviando o ardor.
“Deixa ver.”
O David aproximou-se e pôs o dedo indicador na minha pálpebra e o polegar na minha cara e abriu-me o olho devagar. Ainda ardia um bocado e fazia impressão estar aberto, senti outra lágrima a escorrer a aliviar a dor. Ele limpou-me a lágrima, e observou bem o meu olho, sentia-o tão perto, os olhos dele nos meus e arrepiei-me.
“Tá vermelho, não tem nada pra por no olho Catarina? Se não tem de continuar chorando até que deixe de doer. Desculpe, não a queria machucar.”
“Já te disse que não faz mal, foi uma brincadeira que não correu bem. Pareço um vampiro com o olho vermelho.” - disse olhando para o espelho da sala.
“Então vai beber do meu sangue?”
“Não. O teu sangue não presta, e dás-me mais jeito vivo.”
“Não presta? Eu lhe digo o que não presta…” – ele atacou-me com cócegas e não conseguia parar de rir.
Fiquei de novo na mesma posição que tinha ficado há uns tempos atrás, com o David sentado em cima de mim, no sofá, a fazer me cócegas, eu tentava ver se ele tinha cócegas na barriga e no pescoço, mas ele não devia ter. Ele parou, olhou-me nos olhos, senti a respiração dele um pouco acelerada, ele sorriu-me e senti-me quente por dentro.
“Tou gostando de ver você assim, sorrindo.” –passei uma mão pelos caracóis dele, tentando despenteá-los, mas sem sucesso.
“Eu gosto de te ver sorrir. Se sorrio és tu o motivo.” – e sorrimos os dois.
7 comentários:
adorEi O capitULO!!...e cheira.me que é agoRa o beiJO! XD
POSta depResSA, Tou curiosa pra saber desses dois! e Pa eles sorrirem mais SO JUNTOS :P
*)
Quero mais muito mais...
Deixas-me sempre assim, não é... muito tu gostas de me deixares curiosa e a pedir sempre mais!!!
Continua... Adoro mesmo!!! Sabes bem o motivo, já te disse diversas vezes!!
Beijão!!!
P.S. Depois quero a 2ª parte!!! ah e claro o 33 o mais rápido possível :D
amei... cheira-me que tá para breve o beijo...
quero mais... agora tou curiosa...
quando puderes posta mais...
continua...
" Se sorrio és tu o motivo" Ohh +.+
Gostei mesmo muito muito !! ^^
Beijo !!
xD
Não foi boa altura para acabar o capitulo.... :(
Eu quero beijinho... :) :)
Muito bom.
Vou esperar o próximo.
Beijinhos
EU quero que aconteça mais do que um sorriso catarina. :D
Vim so agradecer e ler por este maravilhoso capítulo.
Aviso que hoje há mais uma surpresa no blog.
Beijinhos
Adoro a tua fic!!
Continua linda...
Passa pelo o meu blog e comenta, sff...
Link:http://xaninha--dl23.blogspot.com/
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